Estão reclamando que o novo governo não tem representantes das minorias, pois não há indicação de nenhuma titular de pasta mulher, negra, índia, homossexual.

Mas isso não é verdade. A classe dos políticos e pastores carreiristas e aéticos indicados para cargos de confiança no novo governo é também uma minoria (graças aos céus!), que infelizmente representa o pior da espécie. Pelo que temos visto parece incontestável que a maioria dos políticos é oportunista, mas a classe dos políticos em si é uma minoria. O seu poder sobre a nação, ou a ideia de que representam milhares ou milhões de eleitores, obliteram o fato de que são numericamente minoritários, e que não representam a população.

Os brasileiros não estão representados no congresso nacional. A proporção de corrupção no plenário, e suas adjacências (gabinetes e casas de parlamentares), é imensamente maior do que entre a população do país. E não é de se estranhar, afinal de contas o poder é como o queijo na ratoeira – carreira política partidária, via de regra, é aprender a roubar o queijo sem ser pego.